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Destaques e Eventos

Formação de Pais – Precisa de ajuda?

“Ninguém Nasce Ensinado”

É um lugar comum dizer que no dia em que nasce uma criança, nasce um pai e uma mãe, mas nada é mais verdadeiro!  Por muita experiência que possam ter, na difícil arte de educar, a verdade é que não há duas crianças iguais, não há receitas que funcionem com todos da mesma maneira, não há formulas mágicas que façam efeito em todos os momentos. Então os pais fazem-se valer da preciosa intuição, leem e “ouvem” conselhos, imitam, improvisam…

Às vezes tudo isto não chega, sentem que, embora façam o seu melhor com todo o amor, ainda há momentos de dúvida e ansiedade… e às vezes desesperam!

Gostariam de encontrar outras pistas que ajudem nas dificuldades que têm sentido com o vosso filho?

Gostariam de não se sentir sozinhos nessa difícil tarefa que é educar?

Venham juntar-se a nós!

Vamos criar um espaço de reflexão e partilha que lhes permita abordar os temas que lhes sejam pertinentes e que vão ao encontro das vossas dificuldades.

Ajudem-se e assim ajudarão o vosso filho… sejam a mudança que querem ver acontecer.

Publico alvo – Pais e educadores.

Datas – dias 15/22/29 Março

Duração –  6 horas (Das 18 – 20h três sessões)

Local – AIP – Associação Industrial Portuguesa  

Praça das Indústrias 1, 2º andar – Sala 23 | Edifício AIP
1300-307 Lisboa
Tel. (+351) 21 199 4499

Custo da formação – 45 euros – por pessoa / 80 euros – casal

 

 FICHA DE INSCRIÇÃO (preenchimento obrigatório)

 


Temas/ possibilidades… (em aberto…os participantes propõem os assuntos que querem ver tratados)

  • Educar com Inteligência Emocional.
  • Os Limites – O “poder” das crianças versus dificuldades dos pais – como lidar com conflitos, birras, comportamentos desadequados.
  • A importância das rotinas
  • A Primeira Infância: Perturbações do sono, o choro dos bebés, alimentação (introdução dos alimentos, aprender o gosto de estar à mesa), controlo dos esfíncteres (como tirar as fraldas), como lidar com as birras, a idade do querer fazer….
  • “A construção do eu”
  • Os livros – A importância dos livros na educação -Hora do Conto
  • “Ocupação” dos Tempos livres – São livres ou são para ocupar?
  • Televisão – Jogos eletrónicos – telemóveis – Prós e contras

  

Da formadora / facilitadora dos encontros: 

 

  • Mestre em Supervisão Pedagógica (com muita experiência em trabalho com famílias)
  • Educadora experiente / supervisora pedagógica
  • Pós-graduação em 1ª Infância
  • Mediadora de conflitos
  • Formadora

 

 

 

“Todos os pais querem o melhor para os seus filhos”

Desde cedo, os pais planeiam muitas coisas para as crianças e têm a preocupação de lhes dar todas as oportunidades para que no futuro tenham sucesso e sejam felizes. Diremos que são aspirações legítimas. O que é difícil é encontrar os caminhos certos para lá chegar, é fazer as escolhas, é ser consistente, é ser coerente com o que se acredita e acima de tudo perceber o que é verdadeiramente essencial.

Afinal o que faz de nós bons educadores?

E de que é que as crianças precisam para crescer bem?

Em primeiro lugar, penso que vem a necessidade da aceitação de que cada um é uma pessoa única e a necessidade de respeito por essa individualidade

Depois as crianças (tal como os adultos) precisam de ter alguém para quem são únicos e especiais…

As crianças precisam de quem os leia quando ainda não usam palavras para comunicar e de quem as ajude a dar nomes ao que sentem, mas ainda não o sabem expressar…as crianças têm necessidades, desejos e emoções, só precisam de um adulto presente e atento.

As crianças precisam de tempo para aprender. Precisam de repetir muitas vezes a mesma coisa para perceberem como funciona, precisam de experiências positivas para acreditar na sua competência.

As crianças são o que fazem e o que vivem e precisam de adultos que os deixem cair e levantar, que os apoiem, que não façam por eles, que não os impeçam de experimentar, que não sejam intrusivos nas suas conquistas… em suma, que lhes deêm suporte na conquista da Autonomia.

As crianças precisam de adultos que por cada não saibam dizer dois sim…precisam de sentir-se capazes, competentes, mas sempre com limites que as faça sentir-se seguras.

As crianças precisam de outras crianças para experimentarem relações diferentes das que têm com os adultos, aprender a gerir emoções e conflitos num ensaio que no Futuro determinará a sua forma de estar com os outros…e de adultos mediadores que saibam ouvir, perguntar…que sejam modelos e facilitadores destas aprendizagens.

Isto que parece pouco, é tudo o que precisam… antes de aprender a “tocar piano e falar inglês” e outras coisas mais de que julgamos ser feito o sucesso.

A “Construção do Eu”, de cada um, faz-se ao longo da vida, e ainda bem, porque é muita coisa para construir nos primeiros anos. Mas os primeiros anos dão o tom que a nossa vida vai ter. Ela será clara e luminosa se deixarem que a luz entre em nós quando somos pequenos. Quero dizer que acredito que as primeiras competências emocionais são o suporte da construção de toda uma vida e que é nisso que devemos investir.

Nós somos feitos de múltiplas imagens que os outros nos devolvem porque são o espelho a que nos olhamos para saber quem somos. Mas precisamos de olhar-nos com autoestima e autoconfiança para não ver imagens distorcidas.

Que importante é ter alguém por perto que acredita em nós e no nosso sucesso, só porque somos competentes para conquistar a vida e nos diz “Vai em frente porque és capaz!”.